domingo, 9 de novembro de 2014

Crescimento "zero" e "desenvolvimento humano" é possível ? Para David Harvey que fala sobre a crise do capitalismo, não somente é possível como parece inevitável. Assista:

Um comentário:

  1. Inicialmente, há que se considerar que desenvolvimento econômico e crescimento econômico são dois conceitos distintos.Enquanto o primeiro dista da qualidade do empoderamento da riqueza social do capital pelos habitantes de determinado território e, sua capacidade de reprodução contínua; O segundo é tão somente a acumulação de capital feita por quem detêm sua propriedade e, também a capacidade de reprodução. Logo, o excedente de capital - aplicado e reproduzido via o comércio internacional ou via colonização externa - é indistinto, isto é, sua diferenciação não depende das "crises" mas de seu direcionamento.
    De fato o poder da "classe trabalhadora" (com a organização sindical dos trabalhadores assalariados) se desenvolveu muito desde a revolução industrial até meados da década de setenta do século XX -assim como também o poder e a organização da "classe capitalista"; A mudança do padrão de reprodução de capital produtivo para fictício ou financeiro que, no início dos anos oitenta, fizeram os EUA aumentar a oferta de crédito pessoal para compensar a queda do poder de compra dos salários, também de fato, fizera aumentar o endividamento econômico. Porém, a mudança de mentalidade advinda das novas tecnologias a partir de então, apenas externalizou uma cultura individualista, isto é, não substituiu nada de comportamento solidário anterior. Ainda estamos por desenvolver a cultura da solidariedade... Penso que é uma ilação comparar as mudanças do feudalismo para o capitalismo com as "mudanças" de mentalidade do neoliberalismo dos anos noventa.
    Com todo respeito à utopia do "desenvolvimento humano e crescimento econômico zero", mas sem a distinção entre desenvolvimento econômico e crescimento econômico, nem no comunismo, nem no capitalismo se alcançará o belo e simples da poesia, da música, das artes... Mas certamente não somos um bando de gafanhotos ávidos por devorar a plantação, nem tão somente produtos da natureza que "...tem relação com a busca eterna pela novidade" (como pensa North)...

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